A defesa de Deolane Bezerra segue buscando na Justiça a transferência da famosa, presa desde 21 de maio, ou a conversão para prisão domiciliar. Atualmente, a influencer apontada como "acompanhante" de membro do PCC está na penitenciária feminina de Tupi Paulista e no mês passado se tornou ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Por sua vez, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) rebateram vários argumentos dos advogados de Deolane. E citaram que a própria influencer solicitou que dividisse uma cela em razão de síndrome do pânico.
Na cadeia, Deolane tem acesso a vários itens de beleza e também a uma televisão, que estaria sendo essencial no combate à crise de ansiedade. O novo pedido de habeas corpus da famosa será julgado até a próxima quarta-feira (15). Nesses quase 50 dias, a defesa da ex-"A Fazenda" teve rejeitados todos os pedidos solicitados, inclusive no STF (Supremo Tribunal Federal).
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) realizou uma vistoria e apontou que as celas especiais mediriam 3.57m x 1.79m e que teriam lençóis apresentando mofo e colchões em mau estado de conservação. Por sua vez, a SAP alega que as celas têm 7.26m², acima dos 6m² previstos nas Diretrizes Básicas para Arquitetura Penal.
O órgão aponta que os colchões e as colchas aos quais Deolane utiliza passaram por troca recente e que a famosa tem acesso a dois laminados de espuma que dão mais conforto à detenta. De acordo com o jornal "O Globo", cabe às próprias ocupantes das celas realizar a limpeza do local e das próprias roupas - por isso, de forma periódica recebem kit de higiene.
A secretária alega também que estantes plásticas, varões de cortina, caixas organizadoras e varais foram instalados. E negou que seja servida comida fria, citando, porém, que as baixas temperaturas em SP aceleram o resfriamento dos alimentos ao serem transportados.
O órgão descartou ainda que o local apresente infestação de marimbondos e escorpiões, uma vez que a cada 40 dias as celas são dedetizadas. E que um buraco em parede da cela é somente um "projeto arquitetônico" para que entre luz e vento. Negou também que haja "revistas íntimas vexatórias" e falta de privacidade no contato entre clientes e advogados.
Por fim, o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) definiu as reclamações da OAB como sem fundamentos e que tiveram como base "percepções subjetivas sobre a estrutura da unidade".